Leia mais: http://www.compulsivo.com.br/2007/01/esconder-barra-de-navegao-do-blogger.html#ixzz0n1mIVrYt Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Neblina em Madrepérola

sábado, 17 de abril de 2010


Devo admitir, tenho ficado cada dia mais preso em meus devaneios desinteressantes, e destes, destaco a infantilidade dos mesmos, fato que têm influenciado até mesmo aqui nesse ambiente que, vamos, para mim é sagrado; não tenho vergonha de nada aqui dito, no entanto.

Devemos aceitar nosso passado e esquecer a existência do futuro, viver o presente; pois é de conhecimento comum que estamos pisando nas entranhas dele a todo momento. Falo sobre caminhos da vida, aqueles que andam separados mas que, por mero infortúnio, podem se cruzar; o que fazer então?

Você anda lentamente em sua estreita trilha da vida, guarda-chuva em mãos, equilibrando-se por vezes na ponta dos pés, temendo o infinito que lhe espera, caso caia; daí a importância de olhar para ela e tão somente para ela, aquele fio de terra gordurosa, farta, que se estende até três centímetros à frente de cada passada; você, em fato, nunca sabe quando ela acaba, mas tenha certeza de sempre dar um passo confiante, principalmente se esse se direcionar ao nada. O que nos espera no infinito? Sim, amigos, eu penso sobre a morte por vezes, mas não vejo sentido macabro nenhum nela; no que tange o fino corte da tesoura enferrujada, essa somente pede respeito, ponto

Não quero morrer, não sou tolo! Aliás, vocação para asno não está em veias de meus parentes há gerações (e eu os conheço? Não, mas afirmo baseado em tolices subjetivas!). Só mencionei o fato pois o último parágrafo me pareceu um tanto suicida: é muito fácil para um leitor pensar isso de alguém que procura refletir sobre a névoa da vida. Pensar é complicado, convenhamos! Oh, percebem como estou pedindo o apoio de vocês? Nem sei porque o faço, mas sigo em frente da mesma forma, sem ligar para o ser, irá, ser-se-ão; outras possíveis mesóclises inexistentes na gramática surgiriam nesse trecho, mas suprimi todas elas, isso pois sou estúpido com minha falta de técnica em língua, porém, essas estão muito vivas em minha fértil imaginação (nunca fui modesto, em fato)

Repitam: mesóclise; nunca faze-lo-ei. Clássico.

Ainda traçando o caminho da vida, devo lembrar-lhes algo que já disse a vocês antes: nós sabemos que cair não é problema, não sabemos? Creio que sim. Caia o falcão, que se defenestre o mesmo da altura da mais alta montanha, ainda sim, ele pode pensar muito na queda... Será que isso seria uma epifania? Digo, ter oportunidade de pensar sobre coisas nunca antes imaginadas no processo presente de um ato futuro que é...

Ah! Parece que estou voltando! Sinto meus olhos lacrimejarem de emoção e meus dedos dançam pelas teclas retrógradas de um computador maldito, tão necessário! E agora no auge da minha vaidade e narcisismo (sempre o fui, é meu pecado afinal!) vos digo com toda a certeza: dançar-me-ia com sapatos de verniz pela casa e, caso tivesse uma cartola, tiraria ela em comprimento a mim mesmo pois... Não sei de nada! Oh! Mas sei que eu sou eu e você é tão completamente você de forma que nós... Não existimos se não pensarmos em nossas vidas tão putrefatas, escarrando sentimentos desnecessários! Sempre.

Estou em euforia! Deveras, DEVERAS! Meus amigos! Não se esqueçam: depois da putrefação nasce uma nova vida; aquelas coisas biológicas de sementes e fertilidades, enfim, reprodução animal.

Meus dedos ainda são finos e longos, brancos em madrepérola, e a gota continua a voar, resvalando brandamente pelo ar... Seria eu a tal molécula d'água? Voltarei amanhã com esse questionamento! Ah, vá? Ah vá!

Vinicius Rodrigues {Neblina}

2 comentários:

  1. Achei bom, acredito que uma mechida no template deixaria ele melhor, só falta personalizar, mas o conteúdo você já encontrou o que rumo.
    parabens cara!
    Gostei do post "Deja vu".

    se puder, dá uma visitinha no meu:
    www.acidadeeeu.blogspot.com

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