Leia mais: http://www.compulsivo.com.br/2007/01/esconder-barra-de-navegao-do-blogger.html#ixzz0n1mIVrYt Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Neblina em Madrepérola: março 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Porque, mesmo me sentindo incapaz de escrever algo, tinha que vir aqui...

Pode ser? Como poderia ter sido? Quem sabe, uma pergunta inocente feita no momento certo... Qual é afinal o efeito que um questionamento causa em nós?

Em mim, o sentimento é de nostalgia...

Admito, toca meu coração lembrar da minha Lua Minguante...

Quando é que me acostumei com essa saudade? Não sei, mas ela é tão minha, tão própria, que sequer me faz mal: dá-me forças!

Escrevo isso pois hoje lembrei de ti, "minha velhinha".

Tradução da música "May it Be" - Enya

Pode ser, uma estrela da noite
Brilhando sobre você
Pode ser, quando a escuridão cair
Seu coração será a verdade
Você caminha ao longo da estrada
Oh, tão longe você está de casa

Escuridão vem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho

Escuridão vem caindo
Uma promessa vive, dentro de você

Pode ser, o chamado da sombra
Voará para longe
Pode ser, sua jornada
Para iluminar o dia
Quando a noite se vai
Você pode se elevar para encontrar o sol

Escuridão vem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho

Escuridão vem caído
Uma promessa vive dentro de você
Uma promessa vive dentro de você

sábado, 20 de março de 2010

Agradeço muito aos comentários, vocês são muito gentis =D

Veja que todos os comentários são especiais, mas tenho que me reservar agradecimento especial para minha amiga Chaiene. Você é uma das grandes pessoas na minha vida, me apóia em minhas loucuras literárias e me ensina sobre a magia do mundo. Só você, e esses seus olhos de safira. Sinto-me feliz de dizer que sou seu amigo.

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Ontem eu havia prometido para mim mesmo que vou me dedicar sempre que possível ao meu blog e, em vista que estamos atravessando um precioso fim de semana, peguei-me planejando ansiosamente a postagem de hoje;

Corri para meu quarto e vasculhei minhas pilhas de papéis, buscando algo que seguisse o mesmo estilo da minha postagem anterior mas que, ao mesmo tempo, fosse correspondente ainda à verdade... Tive muitas surpresas no dia de ontem... Como mudei! E o quanto foi difícil encontrar o EU atual naqueles tantos EUs que haviam escrito todas aquelas palavras anos antes... Descobri-me tolo em muitos momentos. Espero não olhar para trás daqui a um tempo e constatar que minha tolice antiga perdura até o tempo em que escrevo essas palavras...

O ano era 2007 e na época eu tinha dezesseis anos... Não faz muito tempo, na verdade... Mas encontrei esses versos que você leitor verá mais a frente com título bem escrito em letras garrafais e excessivamente trabalhadas: Aqua In Vitro.

Devo dizer que as palavras do título já não me fazem sentido nenhum pois apesar de entender eu, todo e completamente, o sentido dos versos, me foge ainda uma forma de chamá-los como acho que merecem... Ao menos agora tenho a certeza de que "Aqua In Vitro" não se encaixa... Mas em falta de algo melhor, deixaremos o nome em paz.

Pelo que vejo, com o papel já muito velho nas mãos, as palavras foram escritas às pressas e, para minha alegria, no verso da folha eu escrevi uma pequena nota: "Porque gosto tanto de falar bem da água se meu amor vive com a terra?"

Não sei.

Quem sabe você leitor descobre para mim... Caso saiba, sussurre nos comentários; meus versos guardam mistérios que nem ao menos eu conheço... De toda forma, a visão de outras pessoas é sempre muito mais que bem vinda nesse agradável jogo de descobrir o... Eu.

Fácil mesmo é andar sobre as águas...

Vide de forma mais atenta a proeza de fazer-se andar sobre a terra! Oh, me leva embora a trouxa de roupas e fico somente eu, andando translúcido de mim.

A terra é sólida, severa. Não costuma falar muito mas mesmo que falasse, pouco me importa pois meus ouvidos infelizmente se fecharam... Ouvir? É prazer que me falta mas que não me deixa de atingir pois meus sentidos fazem tudo parecer mais... Claro?

Não obstante de penetrar os caminhos mais singelos do ser eu, faço-me uma ordem clara e direta como o grito do capitão que lá fora escarra, sem a mínima educação, ah! Caminhe sobre a terra!!

Tecendo passo por passo meus pés vão se movendo sobre o tapete de grama; grama que de tão humilde, terminou se acostumando a ser pisoteada, TEM DÓ! E quando percebo minha consciência agindo... Maquinando... Delirando... Ora... E se houverem espinhos escondidos nessa terra?

NÃO! Complicado, simples assim!

Ando sobre a água, ela me acolhe, me abraça, toma conta de mim. A terra tem espinhos, apesar de ser mais quente... Conforto? Amor? Ambos? Não há escolha pois meu tato é milanos mais bem apurado que meus ouvidos... É isso? Creio que sim...

Vinicius Rodrigues {Neblina}

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que posso fazer, meu amigo? Sou somente um voo rasante...

Vinicius Rodrigues {Neblina}


Sempre agradeço por ter sido criança (e ainda ser uma por dentro), pois sem esse fel de felicidade eu nunca conseguiria correr! Correr, porque quero, e não porque me é preciso.

Vou ser rápido pois este poeminha chamado Ou vê?" foi escrito por mim quando tinha treze anos... Bem, só comecei a crescer de verdade depois dos dezessete(oh, há alguns meses atrás? Sim sim...). Acho divertida a forma como usei as palavras nos versos, é um tanto desconexo, infantil, e leve, mas com um significado sério. Pude notar também que meu gosto por certos vocábulos é antigo...

Se me pego ouvindo, vou logo corrigir pois a gerundice dessa frase me é deveras cabulosa! O primeiro verso vem sempre borrado.

Bem verdade que o gerúndio de ouvir está errado (errar é certo!), aliás, tenho que dizer e não há volta, que o ouvir é errado! Ouvir é de ouvido e o ouvido sequer existe mais, embora os macacos discordem...

Sigo então pela rua respirando fuligem; vão e vem os ouvidos, orelhando a vida alheia como se assim fosse mais interessante que a própria. Orelhar é bonito.

Não vá pensando que orelhar é menos nobre que ouvir pois na verdade o ouvido é surdo, já a orelha escuta bem: foi isso que disse o vento!

Uh, se fosse verdade! Orelhar-me-ia a noite toda, seu canto, sua voz, você! Você é um ser fantástico que por intermédio de simples monotonia decidiu que ser surdo de asneiras era certo.

O certo é errado =D

Vinicius Rodrigues {Neblina}

segunda-feira, 15 de março de 2010

Faz certo tempo desde que me peguei escrevendo algo pelo simples fato de gostar de escrever... Talvez seja por isso que eu venho pedir o perdão do leitor caso haja alguma dificuldade em perceber o que eu digo; não é pessoal: eu me entendo perfeitamente...

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Não me recordo de quanto tempo atrás tenho esses versos gravados em minha mente...

Na verdade, eu sequer lembro se eles algum dia saíram de minhas idéias, mas sei com toda a certeza que as palavras me surgiram de supetão enquanto eu tomava um pouco d'agua na cozinha aqui de casa... Eu simplesmente comecei a falar com o ar a minha volta e por mero capricho, terminei gravando essas frases que, para mim, tinham uma sonoridade e um significado deveras interessante...

Não há um título para ser descrito, mas quem sabe um dia eu volte aqui e edite essa minha frase final, dando à essa pequena coleção de palavras um nome.

Vou dizer que esse é um microtexto que não deve ser lido em silêncio: as palavras só parecem se encaixar quando as lemos em alto e bom som, rápido e claro, com um leve quê de insanidade (que é na verdade para dar o tempero dramático do significado que eu mesmo desconheço desses versos...)

... Não porque queria ou assim desejava mas era fato que foi embora!

Embora para longe, para perto... Em verdade o embora não interessava onde mas imutável era, tão passado quanto foi, que não estava mais aqui e, oh céus! Para o quinto dos infernos? Ah, que deveras o seja, não interessa o porque.

Foi embora e não voltou;

Foi embora para não voltar... Verdade no entanto que terminou retornando cinco minutos depois, com uma sacola de pão.

Vinicius Rodrigues {Neblina}