Leia mais: http://www.compulsivo.com.br/2007/01/esconder-barra-de-navegao-do-blogger.html#ixzz0n1mIVrYt Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Neblina em Madrepérola: abril 2010

domingo, 25 de abril de 2010

Julguei importante:


Aos interessados, a música chama-se Lullaby (Canção de Ninar)

Poema de William Blake
Musicalização de Loreena McKennitt
Criada para o Festival de Stratford
Produção de BLAKE e Elliot Hayes.

Oh, for a voice like thunder,
and a tongue to drown the throat of war!

When the senses are shaken,
and the soul id driven to madness,
who can stand?

When the souls of the oppressed
fight in the troubled air that rages,
who can stand?

When the whirlwind of fury comes from the Throne of God,
when the frowns of his countenance
drive the nations together,
who can stand?

when Sin claps his broad wings over the battle,
and sails rejoicing in the flood of Death;
when souls are torn to everlasting fire
and fiends of Hell rejoice upon the slain,
oh, who can stand?

Oh, who bath caused this?
oh, who can answer at the Throne of God?

The Kings and Nobles of the Land have done it!
Hear it not, Heaven, thy Ministers have done it!


Tradução

Oh, para voz como um trovão,
e uma língua para submergir a garganta de guerra!

Quando os sensos estão perdidos,
e a alma é dirigida à loucura,
quem poderia ser?

Quando as almas oprimidas
lutam sob a truculência do vento enfurecido
Quem poderia ser?

Quando o vendaval de fúria vem do Trono de Deus,
quando as carrancas do semblante dele
dirigem juntas as nações,
Quem poderia ser?

Quando o Pecado aplaude suas asas largas sobre a batalha,
e veleja alegre na inundação de Morte;
quando são jogadas almas a fogo perpétuo
e os demônios do Inferno se alegram sobre os mortos
Oh, quem poderia ser?

Oh, quem vos causou isto?
oh, quem pode responder ao Trono de Deus?

Os Reis e Nobres da tua Terra fizeram isto!
Não ouça isto, Céu, os Ministros dos teus fizeram isto!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Outro daqueles versos roídos por traças em minhas gavetas.





Delírios Florais I

Delírios;
Delírios felizes, delírios puros;
Delírios pelo prazer de delirar, delírios de lírios.

Delírios como só! E faz, e pensa;
Delira no canteiro dos fundos (regando sonhos)
Delírios de quem não teme.
Delírios negros, de lírios brancos.

Delírios, ah! De lírios! De lírios fartos e bem cuidados
De lírios pelo prazer de lírios.
Delírios líricos. De lírios!
Pétalas tragadas pela aurora em delírio constante.

Se é! Mente humana, alma branca de-lírios! Delírios!

Sol e chuva, ainda regando sonhos.
Não os meus,
Mas relevantes delírios dos outros.

Vinicius Rodrigues {Neblina}

sábado, 17 de abril de 2010


Devo admitir, tenho ficado cada dia mais preso em meus devaneios desinteressantes, e destes, destaco a infantilidade dos mesmos, fato que têm influenciado até mesmo aqui nesse ambiente que, vamos, para mim é sagrado; não tenho vergonha de nada aqui dito, no entanto.

Devemos aceitar nosso passado e esquecer a existência do futuro, viver o presente; pois é de conhecimento comum que estamos pisando nas entranhas dele a todo momento. Falo sobre caminhos da vida, aqueles que andam separados mas que, por mero infortúnio, podem se cruzar; o que fazer então?

Você anda lentamente em sua estreita trilha da vida, guarda-chuva em mãos, equilibrando-se por vezes na ponta dos pés, temendo o infinito que lhe espera, caso caia; daí a importância de olhar para ela e tão somente para ela, aquele fio de terra gordurosa, farta, que se estende até três centímetros à frente de cada passada; você, em fato, nunca sabe quando ela acaba, mas tenha certeza de sempre dar um passo confiante, principalmente se esse se direcionar ao nada. O que nos espera no infinito? Sim, amigos, eu penso sobre a morte por vezes, mas não vejo sentido macabro nenhum nela; no que tange o fino corte da tesoura enferrujada, essa somente pede respeito, ponto

Não quero morrer, não sou tolo! Aliás, vocação para asno não está em veias de meus parentes há gerações (e eu os conheço? Não, mas afirmo baseado em tolices subjetivas!). Só mencionei o fato pois o último parágrafo me pareceu um tanto suicida: é muito fácil para um leitor pensar isso de alguém que procura refletir sobre a névoa da vida. Pensar é complicado, convenhamos! Oh, percebem como estou pedindo o apoio de vocês? Nem sei porque o faço, mas sigo em frente da mesma forma, sem ligar para o ser, irá, ser-se-ão; outras possíveis mesóclises inexistentes na gramática surgiriam nesse trecho, mas suprimi todas elas, isso pois sou estúpido com minha falta de técnica em língua, porém, essas estão muito vivas em minha fértil imaginação (nunca fui modesto, em fato)

Repitam: mesóclise; nunca faze-lo-ei. Clássico.

Ainda traçando o caminho da vida, devo lembrar-lhes algo que já disse a vocês antes: nós sabemos que cair não é problema, não sabemos? Creio que sim. Caia o falcão, que se defenestre o mesmo da altura da mais alta montanha, ainda sim, ele pode pensar muito na queda... Será que isso seria uma epifania? Digo, ter oportunidade de pensar sobre coisas nunca antes imaginadas no processo presente de um ato futuro que é...

Ah! Parece que estou voltando! Sinto meus olhos lacrimejarem de emoção e meus dedos dançam pelas teclas retrógradas de um computador maldito, tão necessário! E agora no auge da minha vaidade e narcisismo (sempre o fui, é meu pecado afinal!) vos digo com toda a certeza: dançar-me-ia com sapatos de verniz pela casa e, caso tivesse uma cartola, tiraria ela em comprimento a mim mesmo pois... Não sei de nada! Oh! Mas sei que eu sou eu e você é tão completamente você de forma que nós... Não existimos se não pensarmos em nossas vidas tão putrefatas, escarrando sentimentos desnecessários! Sempre.

Estou em euforia! Deveras, DEVERAS! Meus amigos! Não se esqueçam: depois da putrefação nasce uma nova vida; aquelas coisas biológicas de sementes e fertilidades, enfim, reprodução animal.

Meus dedos ainda são finos e longos, brancos em madrepérola, e a gota continua a voar, resvalando brandamente pelo ar... Seria eu a tal molécula d'água? Voltarei amanhã com esse questionamento! Ah, vá? Ah vá!

Vinicius Rodrigues {Neblina}

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Esse é verdadeiramente complexo; lembro que passei algumas boas horas meditando sobre o significado deste filho; em realidade, só eu entendi (novamente...)

Pensei

Mentira...
MENTIRA!
Ponto.

Vinicius Rodrigues {Neblina}

sábado, 10 de abril de 2010

Não sei mais o que achar; descobrir um talento às custas do próprio? Complexo.

Leiam se confiarem que está do seu agrado.


Deja vu


Pontuações na névoa
Fazeis disso um provérbio
Me disse, disseste que de simplória beleza, a neblina, de tão mansa
Resvala, grita, lânguida, viscosa, por entre meu corpo.

É fúria

A água n'ar me abraça, me guia, me traga
Teus olhos me tragam
Como se em você tivesse um algo mais, uma vida a mais, um ser... Nada demais

Oh, você sabe
Você e suas vinhas, sempre tão fortes, destroçando as rochas; abrir-se-ia caminho por entre mares que nunca antes foram explorados, ah, a mente! Mente!
Mentir e verde; verdade; vide! Obtusas, sempre andando lado a lado

Respirando chumbo à um único pensamento: meu.

Que de tão régio, tornou-se livre de culpa, pena ou fúria...

Um último corpo, petrificado em minhalma.

Vinicius Rodrigues {Neblina}

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Não creio que seja alguma carência ou necessidade, mas fato é que por entre muitos caminhos de poemas trincados e cheios de significados tão complexos que até mesmo eu os desconheço, aparecem aqueles com que me divirto verdadeiramente; no fim, só eu os entendo, mas não deixam de ser crianças: devem ser acalentadas por mim, seu pai.

Um nome: Apresentação I

Fala, fala; se é que me importa, o que você disse mesmo?
Não sei, não interessa, você apenas fala
Não é verdade que por artifício do destino você possa arrumar alguém com quem falar, mas talvez ocorra.

Vai Triste, recolhe tuas traças, lustra teus vocábulos, fazes o que queres
O que me contas não me diz nada
Porque não aborda de outra forma?
Assim, como que assim... Ou daquele modo, daquele...
Simploriamente, transmitindo somente sentimentos?

Você consegue? Sim, dê seu melhor, meu livro de rabiscos!
O preto, apelidado de Triste, mas que atende por João, embora pareça mais um José, tanto faz;

Eu o procuro chamando por "trequinho", ah, vai entender!?

Vinicius Rodrigues {Neblina}

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Talvez como que uma arriscada tentativa de transmitir uma revolta que não é minha, mas que compartilho, tenho escrito tais versos: Roma

Com o perdão de Órion, vai e volta;
balançando, suave, translúcida,
trincada em olhos de vidro.

O Caronte rema, como se inocente fosse,
colhendo-lhe a moeda dos lábios,
resvalando por entre as águas;
rígidas, régias, regidas
por ti.

Culpa sua

Ouro é ouro, que vides a mim por proteção,
volta para seu dono como se simples fato de existir fosse modo de justificativa para o luar vermelho;
seu dono não é meu, mas me é fiel, no Tártaro.
cai a escuridão;

Derivando suavemente
sobre sua face;
a deriva;
um sorriso, um sonho, a lua;
A mãe se põe,
como se divina fosse, vindo ao meu encontro,
tua pessoa, mais ninguém

Habemus César, o primeiro; Julio.

Vinicius Rodrigues {Neblina}