Com o perdão de Órion, vai e volta;
balançando, suave, translúcida,
trincada em olhos de vidro.
O Caronte rema, como se inocente fosse,
colhendo-lhe a moeda dos lábios,
resvalando por entre as águas;
rígidas, régias, regidas
por ti.
Culpa sua
Ouro é ouro, que vides a mim por proteção,
volta para seu dono como se simples fato de existir fosse modo de justificativa para o luar vermelho;
seu dono não é meu, mas me é fiel, no Tártaro.
cai a escuridão;
Derivando suavemente
sobre sua face;
a deriva;
um sorriso, um sonho, a lua;
A mãe se põe,
como se divina fosse, vindo ao meu encontro,
tua pessoa, mais ninguém
Habemus César, o primeiro; Julio.
Vinicius Rodrigues {Neblina}
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Talvez como que uma arriscada tentativa de transmitir uma revolta que não é minha, mas que compartilho, tenho escrito tais versos: Roma
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