O que posso fazer, meu amigo? Sou somente um voo rasante...
Vinicius Rodrigues {Neblina}
Sempre agradeço por ter sido criança (e ainda ser uma por dentro), pois sem esse fel de felicidade eu nunca conseguiria correr! Correr, porque quero, e não porque me é preciso.
Vou ser rápido pois este poeminha chamado Ou vê?" foi escrito por mim quando tinha treze anos... Bem, só comecei a crescer de verdade depois dos dezessete(oh, há alguns meses atrás? Sim sim...). Acho divertida a forma como usei as palavras nos versos, é um tanto desconexo, infantil, e leve, mas com um significado sério. Pude notar também que meu gosto por certos vocábulos é antigo...
Se me pego ouvindo, vou logo corrigir pois a gerundice dessa frase me é deveras cabulosa! O primeiro verso vem sempre borrado.
Bem verdade que o gerúndio de ouvir está errado (errar é certo!), aliás, tenho que dizer e não há volta, que o ouvir é errado! Ouvir é de ouvido e o ouvido sequer existe mais, embora os macacos discordem...
Sigo então pela rua respirando fuligem; vão e vem os ouvidos, orelhando a vida alheia como se assim fosse mais interessante que a própria. Orelhar é bonito.
Não vá pensando que orelhar é menos nobre que ouvir pois na verdade o ouvido é surdo, já a orelha escuta bem: foi isso que disse o vento!
Uh, se fosse verdade! Orelhar-me-ia a noite toda, seu canto, sua voz, você! Você é um ser fantástico que por intermédio de simples monotonia decidiu que ser surdo de asneiras era certo.
O certo é errado =D
Vinicius Rodrigues {Neblina}
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