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sábado, 20 de março de 2010

Agradeço muito aos comentários, vocês são muito gentis =D

Veja que todos os comentários são especiais, mas tenho que me reservar agradecimento especial para minha amiga Chaiene. Você é uma das grandes pessoas na minha vida, me apóia em minhas loucuras literárias e me ensina sobre a magia do mundo. Só você, e esses seus olhos de safira. Sinto-me feliz de dizer que sou seu amigo.

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Ontem eu havia prometido para mim mesmo que vou me dedicar sempre que possível ao meu blog e, em vista que estamos atravessando um precioso fim de semana, peguei-me planejando ansiosamente a postagem de hoje;

Corri para meu quarto e vasculhei minhas pilhas de papéis, buscando algo que seguisse o mesmo estilo da minha postagem anterior mas que, ao mesmo tempo, fosse correspondente ainda à verdade... Tive muitas surpresas no dia de ontem... Como mudei! E o quanto foi difícil encontrar o EU atual naqueles tantos EUs que haviam escrito todas aquelas palavras anos antes... Descobri-me tolo em muitos momentos. Espero não olhar para trás daqui a um tempo e constatar que minha tolice antiga perdura até o tempo em que escrevo essas palavras...

O ano era 2007 e na época eu tinha dezesseis anos... Não faz muito tempo, na verdade... Mas encontrei esses versos que você leitor verá mais a frente com título bem escrito em letras garrafais e excessivamente trabalhadas: Aqua In Vitro.

Devo dizer que as palavras do título já não me fazem sentido nenhum pois apesar de entender eu, todo e completamente, o sentido dos versos, me foge ainda uma forma de chamá-los como acho que merecem... Ao menos agora tenho a certeza de que "Aqua In Vitro" não se encaixa... Mas em falta de algo melhor, deixaremos o nome em paz.

Pelo que vejo, com o papel já muito velho nas mãos, as palavras foram escritas às pressas e, para minha alegria, no verso da folha eu escrevi uma pequena nota: "Porque gosto tanto de falar bem da água se meu amor vive com a terra?"

Não sei.

Quem sabe você leitor descobre para mim... Caso saiba, sussurre nos comentários; meus versos guardam mistérios que nem ao menos eu conheço... De toda forma, a visão de outras pessoas é sempre muito mais que bem vinda nesse agradável jogo de descobrir o... Eu.

Fácil mesmo é andar sobre as águas...

Vide de forma mais atenta a proeza de fazer-se andar sobre a terra! Oh, me leva embora a trouxa de roupas e fico somente eu, andando translúcido de mim.

A terra é sólida, severa. Não costuma falar muito mas mesmo que falasse, pouco me importa pois meus ouvidos infelizmente se fecharam... Ouvir? É prazer que me falta mas que não me deixa de atingir pois meus sentidos fazem tudo parecer mais... Claro?

Não obstante de penetrar os caminhos mais singelos do ser eu, faço-me uma ordem clara e direta como o grito do capitão que lá fora escarra, sem a mínima educação, ah! Caminhe sobre a terra!!

Tecendo passo por passo meus pés vão se movendo sobre o tapete de grama; grama que de tão humilde, terminou se acostumando a ser pisoteada, TEM DÓ! E quando percebo minha consciência agindo... Maquinando... Delirando... Ora... E se houverem espinhos escondidos nessa terra?

NÃO! Complicado, simples assim!

Ando sobre a água, ela me acolhe, me abraça, toma conta de mim. A terra tem espinhos, apesar de ser mais quente... Conforto? Amor? Ambos? Não há escolha pois meu tato é milanos mais bem apurado que meus ouvidos... É isso? Creio que sim...

Vinicius Rodrigues {Neblina}

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